Fibrose pós-cirúrgica: o que é, como identificar e como tratar

"Está endurecido aqui." "Parece que tem um caroço." "A pele ficou irregular." Esses são alguns dos relatos mais comuns de pessoas que passaram por uma cirurgia plástica e desenvolveram fibrose — uma das complicações mais frequentes no pós-operatório.
Mas o que exatamente é a fibrose? E o que fazer quando ela aparece?
Entendendo a fibrose pós-cirúrgica
Após qualquer cirurgia, o organismo inicia um processo de reparo dos tecidos. Para reconstruir as estruturas lesionadas, o corpo deposita colágeno na região operada. Em condições ideais, esse colágeno se organiza de forma homogênea, resultando em uma cicatrização saudável.
O problema é quando esse processo sai do controle. O excesso de colágeno desorganizado forma nódulos e faixas rígidas nos tecidos — isso é a fibrose. Ela pode surgir logo nas primeiras semanas após a cirurgia, mas também aparece meses depois, especialmente quando o pós-operatório não foi acompanhado da forma correta.
Como identificar?
Os sinais mais comuns de fibrose pós-cirúrgica são:
- Endurecimento ou nódulos palpáveis sob a pele
- Irregularidades no contorno da região operada
- Sensação de aperto, queimação ou dormência
- Pele com aspecto irregular ou "ondulado"
- Dificuldade de movimento em casos mais graves
Esses sintomas podem aparecer em qualquer tipo de cirurgia plástica, mas são mais frequentes em lipoaspirações, abdominoplastias e mamoplastias.
Como a fisioterapia trata a fibrose?
A boa notícia: a fibrose tem tratamento, especialmente quando identificada precocemente.
A fisioterapeuta Tati Dias utiliza uma combinação de recursos para dissolver as aderências e reorganizar os tecidos:
- Ultrassom terapêutico, que penetra profundamente nos tecidos e acelera a dissolução das fibroses
- Mobilização Tecidual
- Drenagem linfática para reduzir o processo inflamatório associado
- Radiofrequência para melhorar a qualidade dos tecidos
"A fibrose não desaparece sozinha. Mas com o protocolo certo, ela responde muito bem ao tratamento — mesmo em casos mais avançados. O segredo está na consistência e na técnica adequada", afirma Tati.
Não ignore os sinais. Se você percebeu qualquer irregularidade no pós-operatório, procure avaliação especializada o quanto antes.



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