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Fibrose pós-cirúrgica: o que é, como identificar e como tratar

13 de jul.
2 min de leitura

"Está endurecido aqui." "Parece que tem um caroço." "A pele ficou irregular." Esses são alguns dos relatos mais comuns de pessoas que passaram por uma cirurgia plástica e desenvolveram fibrose — uma das complicações mais frequentes no pós-operatório.


Mas o que exatamente é a fibrose? E o que fazer quando ela aparece?


Entendendo a fibrose pós-cirúrgica


Após qualquer cirurgia, o organismo inicia um processo de reparo dos tecidos. Para reconstruir as estruturas lesionadas, o corpo deposita colágeno na região operada. Em condições ideais, esse colágeno se organiza de forma homogênea, resultando em uma cicatrização saudável.


O problema é quando esse processo sai do controle. O excesso de colágeno desorganizado forma nódulos e faixas rígidas nos tecidos — isso é a fibrose. Ela pode surgir logo nas primeiras semanas após a cirurgia, mas também aparece meses depois, especialmente quando o pós-operatório não foi acompanhado da forma correta.


Como identificar?


Os sinais mais comuns de fibrose pós-cirúrgica são:


- Endurecimento ou nódulos palpáveis sob a pele

- Irregularidades no contorno da região operada

- Sensação de aperto, queimação ou dormência

- Pele com aspecto irregular ou "ondulado"

- Dificuldade de movimento em casos mais graves


Esses sintomas podem aparecer em qualquer tipo de cirurgia plástica, mas são mais frequentes em lipoaspirações, abdominoplastias e mamoplastias.


Como a fisioterapia trata a fibrose?


A boa notícia: a fibrose tem tratamento, especialmente quando identificada precocemente.


A fisioterapeuta Tati Dias utiliza uma combinação de recursos para dissolver as aderências e reorganizar os tecidos:


- Ultrassom terapêutico, que penetra profundamente nos tecidos e acelera a dissolução das fibroses

- Mobilização Tecidual

- Drenagem linfática para reduzir o processo inflamatório associado

- Radiofrequência para melhorar a qualidade dos tecidos


"A fibrose não desaparece sozinha. Mas com o protocolo certo, ela responde muito bem ao tratamento — mesmo em casos mais avançados. O segredo está na consistência e na técnica adequada", afirma Tati.


Não ignore os sinais. Se você percebeu qualquer irregularidade no pós-operatório, procure avaliação especializada o quanto antes.


 
 
 

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